Crítica | Paixão Obsessiva (2017)

Tessa Connover (Katherine Heigl) é uma mulher invejável da alta sociedade de Malibu, formada numa das requisitadas faculdades da Ivy League e está sempre com o seu cabelo loiro e vestuário impecáveis. O que ninguém imagina é que Tessa possui serias  dificuldades para lidar com o fim de seu casamento, e que ao descobrir que David (Geoff Stults), seu ex-marido, está noivo de Julia Banks (Rosario Dawson) – trazendo-a ao lar que um dia compartilharam e também à vida de sua filha, Lily (Isabella Rice), Tessa decide por em prática um plano doentio para ter seu marido de volta à qualquer custo.

Rosario Dawnson (esquerda) e Katherine Heig.

Apesar daqui se tratar de um casal já separado, é quase que impossível assistir a Paixão Obsessiva sem se lembrar da trama de Garota Exemplar. A personagem de Katherine Heigl muito se assemelha a de Rosamund Pyke no filme de Cristopher Nolan, mas a atriz infelizmente carece de uma escolha mais concisa no tom de sua personagem, que varia de algo muito sério a algo estranhamente cômico facilmente. Sua companheira Rosario Dawson tenta o possível manter uma química com Katherine, mas acaba caindo nessa indecisão de tom que faz com que as cenas de tensão do filme saiam despercebidas devido a alívios cômicos que não aparentam terem sido propositais.

Tentando se ajustar à sua nova vida, Julia acredita ter finalmente encontrado o homem de seus sonhos, capaz de ajudá-la a deixar para trás seu passado conturbado. Contudo, o ciúme de Tessa torna-se tão grande que ela decide pesquisar o passado de Julia para prejudicar seu relacionamento com David de alguma forma. Ao perceber que está sendo vigiada por Tessa, Julia também segue sua rival pesquisando sobre seu passado numa tentativa desesperada de mostrar ao seu marido que a ex-mulher dele é louca, e é aí que o filme se destaca com revelações surpreendentes sobre as personagens.

Rosario Dawnson e Geoff Stults.

Após as apresentações no primeiro ato, ambas rivais possuem uma construção dramática interessante no segundo ato do filme, mostrando coisas do passado que justificam suas escolhas e ações no presente, e este é o único ato interessante de Paixão Obsessiva, pois logo no começo de seu terceiro ato, tudo é esquecido e o filme cai nos clichês que pairam em sua conclusão óbvia e decepcionante.

Paixão Obsessiva é um thriller que tenta se sobressair na apresentação de personagens femininas rivais e ferozes com um passado conturbado, mas acaba entregando um compilado de cenas de brigas que você com certeza já deve ter visto em alguma novela brasileira.

Nota: 6/10

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