Crítica | Um Homem de Família (2017)

O Novo filme estrelado por Gerard Butler e dirigido por Mark Williams, conta a história de um headhunter (agente que seleciona os melhores executivos para uma empresa) em ascensão em uma empresa tentando conciliar problemas familiares devido a doença do seu filho.

Logo de cara percebe-se a intenção de tornar o ambiente de trabalho de Dane Jensen (Gerard Butler), uma espécie de mashup de O Lobo de Wall Street e A Grande Aposta. Gerald Butler tenta desenvolver a mesma malícia carismática de Leonardo DiCaprio, mas não tem o mesmo traquejo. As cenas profissionais são muito bem construídas, o que foi fácil pro roteirista Bill Dubuque que já foi um headhunter. Alternando-se entre conselheiro brilhante e subalterno do estranhamente bom Ed Blackridge (Willem Dafoe), Dane disputa um cargo com Lynn Vogel interpretada por Alison Brie.

Ed Blackridge (Willem Dafoe) sendo louco, mas do bem

As escolhas, tendem o filme a ser justo e inclusivo, mas não, ele tenta fazer isso de forma muito estranha. Apesar de colocar uma mulher em “equiparidade” no trabalho, o papel de sua mulher, Elise Jensen (Gretchen Mol) é extremamente raso e submisso a grande figura de Dane. Que não é só machista, mas também xenofóbico no trabalho e até mesmo com o médico do filho.

Queriam mostrar transformação do personagem, mas apresentar um homem arrogante, prepotente, preconceituoso e que trata todo mundo mal em mais de 80% do filme, não torna fácil de desenvolver nenhum carisma por ele. E endeusar isso é bem problemático.

A sua doce mulher, mais sem reações, e os filhos do casal dão leveza e a aproximação necessária que o filme precisa. O novato Max Jenkins consegue transmitir verdade nas cenas que aparece, até mesmo nas forçadas aproximações e segredos com o pai.

Ryan Jensen (Max Jenkins) e Elise Jensen (Gretchen Mol) a parte boa da família, sendo feliz.

O filme tem uma fotografia e locações bonitas, mas falta a conexão com o protagonista que se regozija no próprio ego. Talvez se a família se afirmasse mais como família e não com uma instituição liderada por ele, o filme funcionasse melhor. É um filme familiar e divertido pra uma tarde, mas não preste muita atenção nos detalhes, você aproveitará melhor.

Nota: 5/10

 

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