Crítica | Seputura Endurance (2017)

Dia 15 de Junho chega aos cinemas de todo o Brasil, o documentário sobre a trajetória da maior banda brasileira de metal de todos os tempos, a Sepultura. Com prés no dia 14 de Junho em um número de salas ainda maior do que no circuito comercial, um total de 34 cidades pelo Brasil receberão sessões do documentário.

O documentário conta a história dos 33 anos da banda Sepultura através de imagens de arquivo inéditas, como também com imagens das turnês e diversas entrevistas. O diretor, Otavio Juliano ( diretor do documentário “A árvore da música”)  acompanhou a banda por 6 anos em turnês pelo mundo e com isso captou mais de 800 horas de filmagem.

A história é apresentada de forma não-linear e o filme começa acompanhando uma turnê norte americana,  na época em que Jean ainda era o baterista. Em uma das sequências iniciais, Otavio Juliano proporciona aos fãs a possibilidade de estar dentro do ônibus da turnê e ouvir as discussões dos integrantes entre si, quase como se a câmera não estivesse ali.

A formação atual do Sepultura

É a partir das músicas que Otavio Juliano construi  a narrativa do seu filme. Principalmente através das imagens do show de comemoração dos 30 anos da banda. Ouvimos a música, a energia contagiante da banda no palco e acompanhamos a história por trás das músicas através das entrevistas. O processo de criação contado pelos integrantes da banda como também o impacto que as músicas e a banda proporcionaram no cenário mundial do rock.

Com entrevistados de peso como Corey Taylor, do Slipknot, Lars Ulrich, da banda Metallica, David Ellefson, do Megadeth, Phil Campbell, do Motorhead, Scott Ian, do Anthrax, e  Phil Anselmo, do Pantera/Down que resaltam a importância da banda na história da música e a forma como foram impactados pelo som da banda.

Os irmãos Cavalera que junto com Andreas Kisser e Paulo Xisto criaram o Sepultura  se recusaram a fazer parte do filme e vetaram a utilização de duas músicas co-escritas por eles: “Roots” e “Atitude”. Nem por isso o filme deixa de retratar como a banda surgiu, as histórias da época em que os irmãos faziam parte da banda e o que aconteceu quando Max Cavalera  (e 10 anos depois, seu irmão, Iggor) saíram do Sepultura. Essa parte da história da banda é contada principalmente através das falas do Paulo Xisto e Andreas Kisser.

Otavio Juliano mostra a importância do Sepultura para o cenário musical mundial  mas principalmente faz um filme sobre como uma banda que existe a mais de 30 anos consegue constantemente se reinventar e por isso a tanto tempo conquista fãs pelo mundo todo.

Nota : 7/10

 

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