Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

O Homem-Aranha do Tobey Maguire de 2002 estava bem; Andrew Garfield em Espetacular Homem-Aranha de 2012 também estava bem, porém a encarnação do Homem-Aranha pelo Tom Holland agora em 2017 é definitivamente a melhor até então.

De Volta ao Lar é a mistura perfeita de dramaturgia adolescente e super-heróis. Ao levar o personagem de volta ao ambiente escolar, ele retoma algumas das magias inocentes recolhidas nas páginas de quadrinhos.

Uma das principais críticas dos blockbusters de super-heróis é que geralmente eles são demasiadamente exagerados com tsunamis e planetas sendo destruídos no terceiro ato. Aqui, as apostas são muito menores, para este Homem-Aranha, chamar uma garota para o baile Homecoming é tão desafiador quanto parar o cara mau.

Nossa reintrodução a esta iteração de Homem-Aranha começa com um vídeo caseiro que Peter gravou no telefone de toda a ação do bastidores de sua aventura com os Vingadores em Guerra Civil. É hilário, divertido e um lembrete do impacto que o personagem causou ao aparecer num filme do Capitão América. Isso dá o tom para todo o filme quando nos juntamos a Peter em sua escola de ciências, onde ele e seu amigo louco por Star Wars, Ned (Jacob Batalon), não são as crianças mais populares na escola. Neste cenário, Peter tem que se preocupar com provas de espanhol, ganhar o decatlo acadêmico e manter sua identidade secreta dos colegas de classe que ele salva diariamente.

Porém tudo o que Peter quer fazer é provar-se a Tony Stark para que ele possa se juntar aos Vingadores. Ele fica inquieto, parando ladrões de bicicleta e ajudando velhas senhoras a atravessar a rua, até que ele salta na chance de alguma ação “real” quando ele descobre um grupo que vende armas alienígenas. As armas estão sendo desenvolvidas e traficadas por Adrian Toomes (Michael Keaton), um homem desempregado cuja empresa de limpeza ficou sem negócios. Ele pegou a tecnologia chitauri restante dos destroços dos acontecimentos de Vingadores (2012) que sua empresa havia limpado e iniciou uma operação de criar armas com a tecnologia estrangeira com seus ex-funcionários.

Toomes é aquele vilão simples que é atraente e uma folha adequada para o herói. Ultimamente tem sido quase uma regra a necessidade de explorar quase que 100% a psicologia do vilão nos filmes de super-heróis, e esse desenvolvimento forçado muitas vezes não dá certo e por conta disso os vilões da Marvel Studios até então têm se mostrado uns grandes bobocas com ambições megalomaníacas que não os levam a lugar algum, mas Toomes é confiável. Suas motivações são algo que podemos entender – amargo com a crescente diferença entre os ricos e os que não têm, ele decidiu obter o dele.

Um vilão simples é parte do que mantém o Homem-Aranha: De Volta ao Lar pequeno, de uma boa maneira. A outra parte é a quantidade de história no roteiro dedicada à vida escolar de Peter, para povoar esse mundo com personagens robustos como seus colegas de classe – amigos e intimidadores – e professores. O elenco aqui foi excelente, preenchendo esses papéis com diversos jovens artistas incluindo Laura Harrier, Tony Revolori (The Grand Budapest Hotel) e Zendaya, que faz uma das personagens mais divertidas do filme.

Temos também no elenco Robert Downey Jr. Entendemos que a sua participação no material de divulgação do filme foi um tanto quanto excessiva, mas o ator aparece como o Homem de Ferro no tempo necessário. Quase toda sua participação no filme está exposta nos trailers, e ela se faz necessária para compreendermos melhor como é a interação de um Peter Parker no universo cinematográfico da Marvel. Nada é gratuito.

O estrelato de Tom Holland não é abalado por nenhum outro vingador presente no filme. O ator tem carisma, é ótimo em cenas de humor e ação e definitivamente é um grande achado da Marvel. Não consigo imaginar alguém melhor para dar vida ao Homem-Aranha no MU.

O cabeça de teia está voltando para a sua casa em todos os cinemas brasileiros no dia 6 de julho. Não percam! Este é o filme do Homem-Aranha que todos queriam e precisavam.

Nota: 8,5

BÔNUS: Sim! É claro que o filme possui cenas pós-créditos. E são duas! Não saiam do cinema até todos os créditos terminarem.

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