Crítica | Annabelle 2 (2017)

Filme cumpre o papel de ser melhor que seu antecessor e de expandir o universo criado por James Wan em Invocação do mal.

Quando anunciada a, inevitável, sequência do sucesso financeiro  Annabelle (2014), dúvidas envolveram a produção. Mesmo com o sucesso na bilheteria, o primeiro filme não foi uma “unanimidade” entre o público que o achou mediano. Anos depois, com o lançamento e sucesso de Invocação do mal 2 (2016), estava mais que claro a mina de ouro que a franquia se tornava e que alguns pontos deveriam ser arrumados para Annabelle 2.

Dito isso, o ponto mais carente era a identidade da franquia, algo que fosse facilmente reconhecido. É nesse momento que a mão do Criador/Produtor James Wan entra. Trazendo ao longa muitas referências visuais dos filmes no qual dirigiu, Wan faz conhecido e familiarizado todo ambiente de tensão e estranhamento dos outros filmes. De plano sequência, para mostrar a mansão assombrada, brincadeiras inocentes que se tornarão macabras durante o filme, até a construção do suspense. Tudo transpira Wan, muito nos lembra Invocação do Mal e sua sequência. Restou à David F. Sandberg, diretor, executar essa tarefa e fez um ótimo trabalho.

Após um prólogo triste, o filme nos apresenta as irmãs Linda (Lulu Wilson) e Janice (Talitha Bateman). Elas fazem parte de um grupo de meninas órfãs que estão indo para uma mansão onde será o orfanato. O roteiro é pensado para criar momentos de tensão; a deficiência da Janice, que tem sequelas por conta de uma poliomielite na infância e não consegue andar normalmente, não está de graça aqui; até a estrutura da casa, seus vãos interligados e proibidos. Os clichês são em prol da história, mesmo que algumas vezes forçados, são admissíveis até certo pronto. Já os furos no roteiro atrapalham a experiência, deixando muitas perguntas sem respostas no ar.

As cenas de tensão/susto funcionam muito bem como curtas-metragens. Falta uma trama que não se sabote sempre em prol do próximo susto, sendo o próximo maior e mais tenso que o primeiro e assim sucessivamente atrapalhando a narrativa. Chega em um ponto em que não se tem mais para onde aumentar a tensão, entregando assim um final bastante anticlimático. As atuações entregam o que os personagens exigem, destaque para as irmãs protagonistas que já sabem fazer o papel scream queens muito bem. A trilha é pontual e bem executada para dar o ambiente certo na hora certa.

Annabelle 2 tem um início promissor, mas seus personagens demoram muito para reagir e lutar pelas suas vidas, deixando o filme cheio de cenas tensas, mas sem lógica ou objetividade. Um filme tecnicamente bem feito e bonito que podia ser mais que um agente para expandir universo compartilhado.

Se você gostou do primeiro filme da boneca, possivelmente irá gostar desse. Se não gostou, assista a sequência talvez você passe a gostar.

OBS: Existem duas cenas pós créditos e alguns easter eggs facilmente reconhecidos para quem curte esse universo expandido.

Nota: 7


Crítica por: Jadson Dias

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